
SERVIÇO 28ª Bienal de São Paulo Período: 26 (domingo) de outubro a 6 (sábado) de dezembro de 2008 Horários: Terça a domingo, das 10h às 22h Local: Pavilhão da Bienal — Parque do Ibirapuera, portão 3 |
| Da Redação do pe360graus.com |

SERVIÇO 28ª Bienal de São Paulo Período: 26 (domingo) de outubro a 6 (sábado) de dezembro de 2008 Horários: Terça a domingo, das 10h às 22h Local: Pavilhão da Bienal — Parque do Ibirapuera, portão 3 |
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Uma vontade do mar se apodera de mim
Não sei explicar.Talvez a leveza das ondas
no desejo talvez de transcender, ir além
talvez pelo amor que se desenrola no frio
talvez a ilusão que anda no tapete mágico
Todo amor floresce em mim nesta noite
Parece que todas as estrelas me olham
Meus pés sonham entrelaçar os teus
E a minha boca procura a tua boca
Meu corpo quer beber a tua água
A dança no silêncio pousa na música
Gotas de sereno se derramam ao olhar
E as palavras jorrando das digitais
Procuram as tuas mãos nesta noite
Em que o vento que me descobre
Se veste de branco
Mariah

Fiquei impressionado com a precisão cirúrgica da polícia paulista.
Conseguiu arrombar a porta, invadir o apartamento e retirar de lá o seqüestrador, são e salvo, sem um arranhão.
Impressionou-me também o fantástico show da morte promovido pelas emissoras de televisão em busca de audiência, e o número absurdo de "autoridades" querendo aparecer.
A partir de um determinado momento, por exemplo, quem passou a dar entrevista no Hospital de Santo André não foi mais a diretora da instituição, mas o secretário de Saúde daquele município.
Mas o que me deixou mais impressionado, mesmo, foi a cobertura da mídia depois da morte cerebral da menina Eloá Cristina.
Não bastava mais acompanhar os personagens envolvidos no episódio: o seqüestrador, as vítimas e os policiais envolvidos na operação de salvamento do assassino.
Agora, as equipes de TV, em nervosos comboios, passaram a seguir pelas ruas da cidade os órgãos retirados do corpo de Eloá, carregados dentro de sacolas térmicas.
Repórteres, cinegrafistas e fotógrafos acompanharam o transporte do coração, pâncreas e rins, de Santo André até o Hospital Beneficência Portuguesa, no bairro da Aclimação,
Um terceiro grupo correu atrás dos pulmões, levados para o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas, no bairro de Cerqueira César.
Enquanto isso, outro corre-corre para não perder de vista o fígado da menina no trajeto de Santo André até o centro da capital paulista, na Santa Casa de Misericórdia.
Até ontem à tarde ainda não se sabia o destino das córneas. Mas logo, logo, saberemos, pois atentas equipes estavam de plantão para descobrir seu destino.osOs restos mortais foram os enterrados no cemitério de Santo André, com transmissão ao vivo e a presença mórbida de uma multidão de anônimos.
Com um sensacionalismo nunca visto antes neste País, a mídia cobriu todo o processo de dilaceramento de Eloá Cristina. Literalmente.
A Imprensa deixou, também, aparecer suas próprias vísceras, durante uma cobertura que, definitivamente, não condiz com o que se convencionou chamar de função social da Imprensa.

Por conta de notícias desastrosas que vem alimentando a mídia relembro a adolescente Gabriela Ribeiro, 14 anos que em março de 2003 saiu de casa para, pela primeira vez andar sozinha de metrô, no Rio de Janeiro. Não voltou, pois, houve assalto na bilheteria, tiroteio entre ladrões e polícia e, a menina foi alvejada e morta.
Também no Rio o diretor da penitenciária de Bangú 3, tenente-coronel José Roberto do Amaral Lourenço, foi assassinado dia 16 de outubro com 60 tiros na Avenida Brasil.
Segundo o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, o tenente-coronel errou ao dispensar escolta policial e fazer sempre o mesmo caminho. Leia-se: ele é o culpado por morrer com 60 tiros.
A tragédia
Amor? Já amei um bocado de vezes e nunca andei armado.
Ora bolas, a esquerda e a direita, hoje dolorida pela pressão diária de ter que conviver com essa zona. A tevê noticia, a mídia expõe a exaustão e os exemplos fazem escola; Tatiane, comerciária, 20 anos, morta pelo ex- namorado, pedreiro Arlindo, de 20 anos em Piracicaba dia18, sábado, um dia após a tragédia de Santo André.
Daniel de Souza, 22 anos, que em Sorocaba matou a ex-namorada, Camila Araújo, de 16, na frente do próprio filho de 1 ano e seis meses.
Há tempos eu congelei. Parei no caso do menino João Hélio. Vocês não lembram? Foi antes da menina Isabella Nardoni, 5 anos. João Hélio tinha 6 anos e em 07/02/07 foi arrastado pelo cinto de segurança do carro da mãe por cerca de
Agora a greve da polícia civil
São Paulo e Rio. O que temos de mais moderno e despojado, frio e ensolarado. Capitais exemplos, estados privilegiados.
Olhem onde estas cidades chegaram. Não é a toa que no debate político atual se discute, respectivamente, quem é veado em uma cidade e quem fumou maconha
Sinceramente, tenho saudades dos meus 15 anos.
Sim, vocês devem estar me chamando de saudosista. E sou, afinal no meu tempo, Eloá era mulher de presidente e não vítima fatal de delinquente.
Marco Antonio Delgado
Comunicador “maluco”
DF, 21/10/08
*(Metamorfose ambulante – Raul Seixas)


| *Sete bons homens de fino saber * *Criaram a xoxota, como pode se ver:* *Chegando na frente, veio um açougueiro. * *Com faca afiada deu talho certeiro* *Um bom marceneiro, com dedicação. * *Fez furo no centro com malho e formão * *Em terceiro o alfaiate, capaz e moderno. * *Forrou com veludo o lado interno* *Um bom caçador, chegando na hora. * *Forrou com raposa, a parte de fora. * *Em quinto chegou, sagaz pescador. * *Esfregando um peixe, deu-lhe o odor.* *Em sexto, o bom padre da igreja daqui. * *Benzeu-a dizendo: 'É só pra xixi!'. * *Por fim o marujo, zarolho e perneta. * *Chupou-a, fodeu-a e chamou-a... * *Buceta!* *'Putaria também é cultura! |



| Resposta aos leitores Trip esclarece o que deveria ter ficado claro já na publicação da coluna “Mundo Livre” da edição de setembro: trata-se de um texto de ficção, um recurso usado com freqüência pelo colunista Henrique Goldman. Pedimos desculpas por não ter apontado o caráter ficcional do texto “Carta Aberta para uma Luisa”. E, ainda, pelo desastrado pé biográfico (já corrigido). As duas atitudes conferiram, involuntariamente, um tom leviano a um assunto que não pode nem deve ser tratado levianamente – seja como ficção ou como realidade. Trip considera inaceitável qualquer forma de assédio ou violência sexual. Henrique Goldman, conforme seu depoimento abaixo, nunca cometeu abuso sexual, nunca teve uma empregada doméstica chamada Luisa nem colegas Sheilinha e Adalberto. Mas, lamentavelmente, qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência. Assédio e violência sexual são crimes freqüentes no Brasil. Como tais, devem ser repelidos, denunciados, combatidos e debatidos. Como Goldman escreve, “Só me permito lembrar – lavando panos sujos assim tão publicamente – porque o mundo é cheio de Luisas”. E, vale completar, cheio de abusadores de Luisas. Muitos deles, impunes. Os atos desses abusadores merecem, sempre, a aversão e a repulsa da Trip. |

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ORIGEM DO DIA DO PROFESSOR
Em 15 de outubro de 1827 (no dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial no sentido de que “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida. Surgiu apenas em 1947, exatamente 120 anos após o referido decreto, a primeira comemoração de um dia todo dedicado ao Professor. Foi em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de se organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano. O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro - data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. Era na Escola Normal Oficial de Piracicaba (atual Instituto de Educação Sud Menucci), onde tinha ele estudado e por onde se formavam professores para o ensino básico. O diretor, Onofre Penteado, gostou da iniciativa. A festa foi um sucesso. No ano seguinte, o jornal “A Gazeta” fez a cobertura do acontecimento, que já contava com a adesão de um colégio vizinho: o Pais Leme, que ficava na esquina da Rua Augusta com a Av. Paulista. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada, para depois crescer e implantar-se por todo o Brasil.
Senhor! Deste-me a vocação de ensinar e de ser professor. É meu compromisso educar, comunicar e espalhar sementes, nas salas de aula da escola da vida. Eu te agradeço pela missão que me confiaste e te ofereço os frutos de meu trabalho. São grandes os desafios no mundo da educação, mas é gratificante ver os objetivos alcançados, na trajetória para um mundo melhor. Quero celebrar a formação de cada aprendiz na felicidade de ter aberto um longo caminho. Quero celebrar as minhas conquistas exaltando também o sofrimento que me fez crescer e evoluir. Quero renovar cada dia a coragem de sempre recomeçar. Senhor! Inspira-me na minha vocação de mestre e comunicador. Dá-me paciência e humildade para servir, procurando compreender profundamente as pessoas que a mim confiaste. Ilumina-me para exercer esta função com amor e carinho. Obrigado, meu Deus, pelo dom da vida e por fazer de mim um educador hoje e sempre. Amém!