"A sabedoria superior tolera, a inferior julga; a superior alivia, a inferior culpa; a superior perdoa, a inferior condena."

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O QUE UMA ESCRITORA HOLANDESA FALOU DO BRASIL.





Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado.
Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do  serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado. 

Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o
sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.

Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas
enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta.

Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.

Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e
qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de 'Como conquistar o Cliente'.

Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos..

Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa. 

Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc... Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.

Os dados são da Antropos Consulting:

1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.

2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.

3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.

4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.

5.. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.

6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.

7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.

8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.

Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.

10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.

11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos. 

Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?

1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano? 

2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?

3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?

4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?

5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?

6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?

7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?

Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando. 

É! O Brasil é um país abençoado de fato..
Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.


Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.
Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.
Bendita seja, querida pátria chamada
Brasil!!

Divulgue esta mensagem para o máximo de pessoas que você puder. Com essa atitude, talvez não consigamos mudar o modo de pensar de cada brasileiro, mas ao ler estas palavras irá, pelo menos, por alguns momentos, refletir e se
orgulhar de ser BRASILEIRO!!

domingo, 6 de dezembro de 2009

INTOCÁVEIS E INVENCÍVEIS





(Nelson Motta)


Não tenho mais nenhuma ilusão de um dia ver algum desses criminosos travestidos de parlamentares atrás das grades e devolvendo o que nos roubou. Eles são muitos, e invenciveis.
Sob fogo cruzado de denúncias, juntam-se para se defender, como fizeram PT e PMDB no Senado, embora digam sempre que é pela instituição, a mesma que eles aviltam e apequenam com seus atos.

O dinheiro roubado de nossos impostos, teoricamente, pode até ser recuperado, mas o crime de desmoralizar uma instituição não tem preço.
O que nos resta? Confiar na Justiça? Na Polícia? No ladrão ? Com Sarney e Renan comandando o Senado e espantados com a descoberta das 181 diretorias? A maior parte foi criada pelos dois. O resto, por Jader Barbalho, ACM e Lobão. E pior. Foram criadas por resoluções da Mesa e ninguém reclamou. E mesmo se reclamasse não adiantaria nada. Tudo dentro da Lei, na liturgia do cargo.
Seria um exagero comparar as disputas pelo poder no Congresso com as guerras de quadrilhas pelos pontos de venda de drogas nas favelas cariocas? Só porque uns vendem crack e cocaína e outros, privilégios e ilegalidades? Guerra é guerra, vale tudo na disputa pelos pontos de poder. Se um tiroteio é de balas, o outro é de números e nomes; mas sempre sobram balas perdidas.
Mas, quando o cerco aperta, os dois bandos acertam um armistício: o verdadeiro inimigo é a Policia. Ou, no caso do Senado, a opinião pública. Porque eles não temem a polícia. Nem a justiça.
Eles só tem medo de perder eleição.
Diante do pacto de não agressão entre os dois bandos, resta-nos confiar nos ódios, nas invejas e nos ressentimentos das legiões de apadrinhados que estão perdendo a boca e se vingando de seus traidores. Que muitas falas perdidas encontrem seus alvos.
Diante da certeza de que eles vencerão, que jamais pagarão por seus crimes, que continuarão ricos e corruptos, e até mesmo respeitáveis, resta-nos ridicularizar suas figuras toscas, seus figurinos grotescos, seus cabelos tingidos, suas caras botocadas. Para que suas esposas e amantes leiam, e seus filhos se envergonhem deles no colégio. Como nós nos envergonhamos todo dia.

NOVOS TEMPOS, NOVOS COMPORTAMENTOS.




 A prefeitura da cidade chinesa de Dali, abriu um bar gay estatal para combater a onda do HIV que vive aquele país. A cidade, na província de Yunnan, no sudoeste, é uma das dez cidades chinesas mais afetadas pelo HIV e o sexo entre homens é uma das três maneiras mais comums de contágio. Em uma entrevista para um jornal nacional chinês, o fundador do bar, Jianbo Zhang disse que o bar pode  ser uma alternativa para os moradores das vilas rurais e que desta forma podem os gays conhecerem pessoas.  Os participantes têm à sua disposição, não só preservativos grátis, mas aulas de educação no sexo. O bar conta com equipe de voluntários. Anmin Jiang, deputado e subdiretor da saúde em Dali, declarou que a cidade  de Dali gastou 20.000 yuans em medicamentos para tratar a Aids, mas se o nosso bar for um Sucesso, contribuindo para reduzir a transmissibilidade, os nossos 120.000 yuans investidos no projeto, pode ser considerado bem gasto. Um periódico Médico local informou que após a inauguração o bar, recebeu uma onda de cartas iradas de leitores porque o Estado estabeleceu um bar com seu dinheiro para promover a  homossexualidade.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Acadêmicos Amestrados



 

Por Idelber Avelar [Quarta-Feira, 2 de Dezembro de 2009 às 16:26hs]
Se um marciano aterrissasse hoje no Brasil e se informasse pela Rede Globo e pelos três jornalões, seria difícil que nosso extra-terrestre escapasse da conclusão de que o maior filósofo brasileiro se chama Roberto Romano; que nosso grande cientista político é Bolívar Lamounier; que Marco Antonio Villa é o cume da historiografia nacional; que nossa maior antropóloga é Yvonne Maggie, e que o maior especialista em relações raciais é Demétrio Magnoli. Trata-se de outro monólogo que a mídia nos impõe com graus inauditos de desfaçatez: a mitologia do especialista convocado para validar as posições da própria mídia. Curiosamente, são sempre os mesmos.
 
 Se você for acadêmico e quiser espaço na mídia brasileira, o processo é simples. Basta lançar-se numa cruzada contra as cotas raciais, escrever platitudes demonstrando que o racismo no Brasil não existe, construir sofismas que concluam que a política externa do Itamaraty é um desastre, armar gráficos pseudo científicos provando que o Bolsa Família inibe a geração de empregos. Estará garantido o espaço, ainda que, como acadêmico, o seu histórico na disciplina seja bastante modesto.
 
 Mesmo pessoas bem informadas pensaram, durante os anos 90, que o elogio ao neoliberalismo, à contenção do gasto público e à sanha privatizadora era uma unanimidade entre os economistas. Na economia, ao contrário das outras disciplinas, a mídia possuía um leque mais amplo de especialistas para avalizar sua ideologia. A força da voz dos especialistas foi considerável e criou um efeito de manada. Eles falavam em nome da racionalidade, da verdade científica, da inexorável matemática. A verdade, evidentemente, é que essa unanimidade jamais existiu. De Maria da Conceição Tavares a Joseph Stiglitz, uma série de economistas com obra reconhecida no mundo apontou o beco sem saída das políticas de liquidação do patrimônio público. Chris Harman, economista britânico de formação marxista, previu o atual colapso do mercado financeiro na época em que os especialistas da mídia repetiam a mesma fórmula neoliberal e pontificavam sobre a “morte de Marx”. Foi ridicularizado como dinossauro e até hoje não ouviu qualquer pedido de desculpas dos papagaios da cantilena do FMI.
 
 Há uma razão pela qual não uso aspas na palavra especialistas ou nos títulos dos acadêmicos amestrados da mídia. Villa é historiador mesmo, Maggie é antropóloga de verdade, o título de filósofo de Roberto Romano foi conquistado com méritos. Não acho válido usar com eles a desqualificação que eles usam com os demais. No entanto, o fato indiscutível é que eles não são, nem de longe, os cumes das suas respectivas disciplinas no Brasil. Sua visibilidade foi conquistada a partir da própria mídia. Não é um reflexo de reconhecimento conquistado antes na universidade, a partir do qual os meios de comunicação os teriam buscado para opinar como autoridades. É um uso desonesto, feito pela mídia, da autoridade do diploma, convocado para validar uma opinião definida a priori. É lamentável que um acadêmico, cujo primeiro compromisso deveria ser com a busca da verdade, se preste a esse jogo. O prêmio é a visibilidade que a mídia pode emprestar – cada vez menor, diga-se de passagem. O preço é altíssimo: a perda da credibilidade.
 
 O Brasil possui filósofos reconhecidos mundialmente, mas Roberto Romano não é um deles. Visite, em qualquer país, um colóquio sobre a obra de Espinosa, pensador singular do século XVII. É impensável que alguém ali não conheça Marilena Chauí, saudada nos quatro cantos do planeta pelo seu A Nervura do Real, obra de 941 páginas, acompanhada de outras 240 páginas de notas, que revoluciona a compreensão de Espinosa como filósofo da potência e da liberdade. Uma vez, num congresso, apresentei a um filósofo holandês uma seleção das coisas ditas sobre Marilena na mídia brasileira, especialmente na revista Veja. Tive que mostrar arquivos pdf para que o colega não me acusasse de mentiroso. Ele não conseguia entender como uma especialista desse quilate, admirada em todo o mundo, pudesse ser chamada de “vagabunda” pela revista semanal de maior circulação no seu próprio país.
 
 Enquanto isso, Roberto Romano é apresentado como “o filósofo” pelo jornal O Globo, ao qual dá entrevistas em que acusa o blog da Petrobras de “terrorismo de Estado”. Terrorismo de Estado! Um blog! Está lá: O Globo, 10 de junho de 2009. Na época, matutei cá com meus botões: o que pensará uma vítima de terrorismo de Estado real – por exemplo, uma família palestina expulsa de seu lar, com o filho espancado por soldados israelenses – se lhe disséssemos que um filósofo qualifica como “terrorismo de Estado” a inauguração de um blog em que uma empresa pública reproduz as entrevistas com ela feitas pela mídia? É a esse triste papel que se prestam os acadêmicos amestrados, em troca de algumas migalhas de visibilidade.
 
 A lambança mais patética aconteceu recentemente. Em artigo na Folha de São Paulo, Marco Antonio Villa qualificava a política externa do Itamaraty de “trapalhadas” e chamava Celso Amorim de “líder estudantil” e “cavalo de tróia de bufões latino-americanos”. Poucos dias depois, a respeitadíssima revista Foreign Policy – que não tem nada de esquerdista – apresentava o que era, segundo ela, a chave do sucesso da política externa do governo Lula: Celso Amorim, o “melhor chanceler do mundo”, nas palavras da própria revista. Nenhum contraponto a Villa jamais foi publicado pela Folha.
 
 Poucos países possuem um acervo acadêmico tão qualificado sobre relações raciais como o Brasil. Na mídia, os “especialistas” sobre isso – agora sim, com aspas – são Yvonne Maggie, antropóloga que depois de um único livro decidiu fazer uma carreira baseada exclusivamente no combate às cotas, e Demétrio Magnoli, o inacreditável geógrafo que, a partir da inexistência biológica das raças, conclui que o racismo deve ser algum tipo de miragem que só existe na cabeça dos negros e dos petistas.
 
 Por isso, caro leitor, ao ver algum veículo de mídia apresentar um especialista, não deixe de fazer as perguntas indispensáveis: quem é ele? Qual é o seu cacife na disciplina? Por que está ali? Quais serão os outros pontos de vista existentes na mesma disciplina? Quantas vezes esses pontos de vista foram contemplados pelo mesmo veículo? No caso da mídia brasileira, as respostas a essas perguntas são verdadeiras vergonhas nacionais.
 
 Essa matéria é parte integrante da edição impressa da Fórum de novembro. Nas bancas.


  

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

TOMANDO CONSCIÊNCIA



Jovens, gays e soropositivos
Nas últimas pesquisas do Programa Nacional DST/AIDS dois dados chamaram a atenção: o aumento de contaminação por HIV entre jovens gays de 15 a 25 anos e entre homens na terceira idade. Em 2007 e 2008, as campanhas publicitárias focaram os grupos citados.
Para Deco Ribeiro, coordenador do Grupo E-Jovem de Campinas, voltado para as questões dos jovens gays, a comunicação entre pares é o que falta nas campanhas de prevenção ao HIV. "Não adianta colocar um ator. Seria interessante que jovens da vida real fossem lá dar o seu relato", opina.
Os temas que abordaremos a seguir relatam o que acontece para além das propagandas e como vivem jovens gays que, no auge da puberdade, contraem a Aids.
Difícil descoberta
"Pra mim foi normal. Eu chorei um pouco, mas depois superei, era mais uma prova de que não tinha que desistir. Tinha que batalhar na busca pelos meus objetivos", conta o cabeleireiro e maquiador Fabio Pinheiro, de 21 anos, sobre sua reação ao descobrir que era soropositivo aos 13 anos.

Fabio não desconfiava ser portador do vírus até fazer um exame de rotina. "Na época, eu era apenas uma criança, estava começando a minha vida e peguei logo uma bomba dessas que machuca, que faz a gente parar e pensar", analisa. Hoje, Fabio faz parte do grupo Rede Nacional de Jovens que Vivem Com HIV.
Já o estudante de Engenharia da Computação, Marcio, de 23 anos, conta que descobriu estar com HIV ao participar de uma campanha da sua cidade. "Tinha ido à faculdade num sábado com a minha irmã e estava rolando uma campanha aqui na cidade, aí eu fui fazer o exame e deu positivo. À noite, fui pra casa do meu namorado, mostrei o resultado, e ele ficou desesperado, me acusou de ter passado pra ele".
Marcio acreditava que, por estar namorando na época, tudo seria encarado de uma maneira melhor. "Só depois que a gente terminou que a ficha foi cair. Fiquei revoltado, senti ódio por ter confiado". Ele havia descoberto que contraiu o vírus de seu ex-namorado - que estava infectado há um ano e não sabia.
Segundo a educadora Diana Bastos, coordenadora desde 2001 do grupo de jovens com HIV da Ong carioca Grupo Pela Vidda, sentimento comum entre as pessoas que se descobrem portadoras do vírus é o de que a vida está acabada. "Os jovens chegam com a auto-estima muito baixa".
Tocar a vida
Diana conta que a reunião com jovens do Grupo Pela Vidda tem o objetivo de promover uma reinserção social dos meninos. "A idéia é formar uma rede e fortalecer a auto-estima das pessoas que estão na mesma situação".
"Não é a nossa intenção que eles fiquem presos ao trabalho dentro grupo. Queremos que eles se socializem e, normalmente, é isso que acontece. Depois que se forma essa rede, os jovens trocam telefones entre si, vão ao cinema, à boate, vão namorar... Então, a gente tem conseguido botar de novo no mercado", comemora a educadora.
Após ter ciência de que está com Aids, inúmeras mudanças surgem automaticamente. Entre elas, na vida amorosa. Questões do tipo "como lidar com o parceiro?", "Esconder?", "Contar logo de cara?", são freqüentes. Fabio, que passou por situações como essas, relata: "Muitas vezes eu escondia. Não queria me relacionar com medo de me expor. Outras vezes, eu contava. Alguns aceitavam, outros não. Achava que ninguém ia querer ficar comigo por eu ser soropositivo", diz o moço que hoje está casado.
"Ele [parceiro de Fabio] aceita numa boa. Não há problemas, muito pelo contrário", revela o cabeleireiro. No entanto, nem sempre a história foi assim. "No começo, eu não queria me entregar, tinha medo de começar um relacionamento e depois sofrer como já tinha sofrido. Quando eu contei não tive a reação ruim que eu esperava. Ele é uma pessoa madura"
Marcio sofre também com as mesmas perturbações em relação a ter um novo companheiro. "Realmente, essa é a única coisa que é um problema, mas psicológico. É ter a necessidade de contar e o medo de não ser aceito. Esse é a principal  dificuldade".
Com as relações familiares não há muito com o que se comemorar. Diana conta que jovens gays soropositivos muitas vezes mantêm isso em segredo. "Muitos deles ainda nem contaram à família que são gays", revela. "É claro que a família depois acaba sabendo, mas há o problema em dobro: ter que contar que é gay e ainda por cima que está com Aids".
Tal situação acontece com Marcio. Sua família sabe que ele é homossexual e soropositivo. "Assim como descobriram a minha homossexualidade, descobriram do HIV. Minha mãe mexeu na minha gaveta e descobriu os meus exames. Ela falou que sabia e que a única coisa que ela tinha medo tinha se concretizado", diz.
Na família do estudante, o assunto é tabu até hoje. "Assim como não falam da homossexualidade. Na verdade, é um assunto que para eles não existe porque é mais fácil não existir".
Com Fabio, o preconceito foi em dobro. "Com a minha família foi mais difícil. Até hoje  sou recriminado por ser gay e soropositivo. Eles tentam mostrar pra mim que aceitam, mas sei que não gostam", conta.
O jovem cabeleireiro relata um exemplo latente do preconceito no convívio entre os parentes. "Uma vez dei um lanche meu para minha irmã morder e falaram: não morde não, aí eu perguntei: mas, por quê? e responderam: ah não, ela é criança. Aí fiz de conta que não sabia do que se tratava".
Colateral
Indagado a respeito sobre a atual geração de jovens que estão se infectando, Fabio afirma que "eles não têm noção das conseqüências da Aids. Não sabem o que isso vai acarretar em suas vidas, não sabem qual é o efeito colateral dos remédios, não têm noção do quanto a vida deles vai mudar".
Marcio acredita que a idéia da Aids não ser um grande problema também é passada por especialistas. "Hoje quando vou à médica ela sempre bate na questão de que não preciso me preocupar, pois se o nível baixar posso tomar remédios e voltar ao meu estado normal. Só que isso leva em consideração apenas a parte fisiológica. Ninguém analisa a parte psicológica, que é a pior".
Para ilustrar como é viver com os efeitos colaterais dos remédios, Fabio faz uma breve descrição dos sintomas. "Até o corpo se acostumar é horrível. O efeito colateral é imenso, você fica tonto, vomita. Quando toma os remédios para dormir, você transpira a noite inteira, acorda molhado, parece que está bêbado".
Fazendo acompanhamento semestral, Marcio ainda não precisa tomar os remédios, mas pontua que a cada seis meses é uma semana de tortura antes e depois do exame. "Nunca foi necessário porque a minha carga viral tem se mantido constante, então ainda não há necessidade de tratamento com soro anti-retroviral," explica.
Ao ser questionado se perdeu algo na vida por ter sido contaminado tão cedo com HIV, Fabio diz que não perdeu nada. "Só ganhei. Ganhei amizades verdadeiras e pessoas que me entendem. Por conta disso, tive pessoas que se aproximaram de mim". No entanto, faz questão de reforçar o uso de camisinha para os jovens leitores desta reportagem.
"Ande com muitas camisinhas no bolso, porque chega a hora do clima e, se não tem camisinha, acaba transando. A desculpa é sempre essa. Ninguém sai nu à rua, então a camisinha tem que ser a segunda roupa da pessoa. Gozar é maravilhoso, mas quando você faz desprotegido, passa a viver com aquele pensamento: estou ou não com HIV? Esse peso na consciência é a pior coisa que tem", declara.
A respeito de voltar no tempo e fazer diferente, Fabio é sincero ao assumir que "por questão de saúde e preconceito", teria usado camisinha. "Se voltasse atrás eu não faria muita coisa que fiz na minha vida. Não que eu tenha me arrependido, porque também acho que se não tivesse feito o que fiz, não teria feito grandes amigos, pessoas que conheço e são maravilhosas".
Sobre esta questão de arrependimento, Marcio conta que pensou ser realmente o fim para tudo, mas foi buscar ajuda psicológica. "Entrei em depressão, não queria ver ninguém, não queria saber de nada, aí fui procurar ajuda psicológica. Aprendi que, embora exista o problema, não é o fim do mundo. Difícil é. Você pensa em morte diariamente, mas a vida tem que continuar".
* Matéria originalmente publicada na edição #19 da revista A Capa - dezembro de 2008

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

ESTREOU, QUASE EM SEGREDO!

Do Começo ao Fim

Dois irmãos, muito unidos desde crianças, se apaixonam e vivem uma história de amor
Mãe de Francisco, de cinco anos, que teve com o argentino Pedro, Julieta (Julia Lemmertz) ganha um novo filho, Tomás, do casamento com o arquiteto Alexandre (Fábio Assunção). Desde pequeno, o menino sente uma forte ligação com o irmão, que sempre faz questão de estar próximo. Apesar de todos estranharem esta relação, Julieta não se importa, por acreditar ser apenas um comum amor fraternal.Mesmo Pedro estranha a relação de seu filho com o irmão, quando os garotos vão passar as férias na Argentina, mas nada faz para evitar o que eles sentem. Anos depois, com a morte da mãe, Francisco e Tomás se aproximam ainda mais. Aos poucos, eles ultrapassam as barreiras impostas pela sociedade e passam a viver uma história de amor não como irmãos, mas como amantes.Do mesmo diretor de Um Copo de Cólera, Aluizio Abranches, Do Começo ao Fim causou polêmica desde que seu trailer foi parar na internet. Durante a produção, o cineasta teve bastante dificuldade para encontrar alguma empresa que pudesse financiar o projeto. Muitas sugeria que o roteiro fosse amenizado, colocando um casal de irmãos, dois primos, ou mesmo, duas irmãs, mas o diretor não aceitou as mudanças. Um dos poucos empresários que aceitou financiar o projeto impôs uma condição, que seu nome ou de sua empresa não fossem revelados.

> APRENDA A CHAMAR A POLÍCIA!...

Tenho sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém

andando sorrateiramente no quintal de casa.
Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham
 lá de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro.
Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas
 internas nas portas, não fiquei muito preocupado, mas era claro que eu
 não ia deixar um ladrão ali,espiando tranqüilamente.
Liguei baixinho para a polícia, informei a situação e o meu endereço.
 Perguntaram- me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior
da casa. Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura
por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse
possível.
Um minuto depois liguei de novo e disse com a voz calma:
-Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal. Não
 precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro da escopeta


calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações. O tiro
 fez um estrago danado no cara!
Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da
 polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate, uma equipe de TV e a
turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste
mundo.
 Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara
de assombrado.
 Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia.
No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse:
 -Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão.
 Eu respondi:
 Pensei que tivesse dito que não havia nenhuma viatura disponível.

 Luiz Fernando Veríssimo

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Agora é oficial: Folha de São Paulo anuncia sua despedida do jornalismo


by Marco Aurélio Weissheimer.

O jornal Folha de São Paulo anunciou nesta sexta-feira que desistiu definitivamente do jornalismo. O anúncio veio sob a a forma de um artigo do sr. César Benjamin que, a pretexto de comentar o filme “Lula, o Filho do Brasil”, acusa o presidente da República de ter tentado “subjugar” um preso político quando esteve preso durante a ditadura. Segundo Benjamin, o episódio teria sido relatado a ele pelo próprio Lula, em 1994, com uma suposta confissão que teria sido feita na época pelo futuro presidente: “Eu não agüentaria (ficar preso). Não vivo sem boceta”. O artigo de “análise”, segundo a Folha, ocupa uma página inteira do jornal. Quartel-general do candidato tucano à presidência da República, José Serra (PSDB), o jornal dirigido por Otávio Frias Filho não hesitou em chamar o ocupante do mais alto cargo da República de “molestador”, a partir do relato de um terceiro.


“O esgoto corre nas páginas da Folha. O jornal da ditabranda mostra como será a campanha de 2010”, comentou Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador. O jornalista Luis Nassif conversou com o delegado Armando Panichi Filho, um dos dois escalados para vigiar Lula na prisão, que disse nunca ter ouvido falar de nada semelhante ao episódio relatado por Benjamin. Mais do que isso, disse que seria impossível. “Na cela de Lula tinha duas ou três pessoas juntas. No corredor, as celas eram juntas. Qualquer episódio seria percebido ou pelos carcereiros – que davam plantão 24 horas por dia – ou pelos presos nas demais celas. Nunca ouvi falar disso e não acredito que tenha acontecido e muito menos que houvesse possibilidade de acontecer”, disse o delegado. Já a Folha simplesmente soltou a acusação ao vento, apresentando-a como sendo uma “análise”. Triste fim. Da Folha e do sr. Benjamin.

A decisão de abandonar o jornalismo pode ter sido causada pela acentuada perda de leitores. Segundo artigo de Carlos Castilhos, no Observatório de Imprensa, a Folha, considerada até há bem pouco tempo um dos mais influentes jornais do país, vendeu em média 21.849 exemplares diários em bancas em todo o país, entre janeiro e setembro de 2009. Uma queda gigantesca. Em outubro de 1996, revela Castilhos, a venda avulsa de uma edição dominical do jornal chegava a 489 mil exemplares. Hoje, segundo o Instituto Verificador de Circulação (IVC), a Folha é o vigésimo quarto jornal em venda avulsa na lista dos 97 jornais auditados pelo instituto. A tiragem atual da Folha, mesmo quando somada a dos jornais O Globo e o Estado de São Paulo, corresponde a menos de 5% da média da venda avulsa nacional.

P.S. A Carta Maior estará fora do ar até domingo por conta da última etapa de obras elétricas no prédio que abriga o servidor, em São Paulo.

 
Folha : não dá pra não enojar
por Décio Ferroni
 
NA MINHA OPINIÃO
O que me irrita nisto, não é o fato do jornal tendencioso, é a baixeza com que se leva a disputa política por estas terras, fulano comeu não sei quem, ou fulano deu para não sei quem, o processo eleitoral no Brasil logo, logo será decidido na zona do meretrício, como se dizia antigamente, mas na atualidade, no puteiro, mas o mais escabroso é que no dia seguinte uma parcela considerável de alienados sairá pelas rua a levar adiante balelas fúteis para as rodas de discussão do politizado povo brasileiro, é Decio, nojo é pouco.
por Sergio Souza